O fim, é, mesmo, o fim?

por Elian G. Encerrar um ciclo é sempre algo bem complicado, porque, às vezes, parece que não acabou. A gente idealiza, pressupõe, tem esperança, enxerga coisas que não estão ali, para que, no fundo, não tenha que acabar. Sempre falam: “Faça algo diferente; aprenda algo novo; seja você mesmo; sua companhia é a melhor que você poderia querer.” Mas, depois que vem alguém e pinta … Continuar lendo O fim, é, mesmo, o fim?

O antigamente das Cacimbas

Maria ToinhaMarcos AndradeLavagem, 04 de maio de 2021. Cresci na Lavagem, no interior do Ceará, quando o lugar ainda era um pequeno povoado. Até hoje prefiro lembrar do meu lugar a partir desse nome, pois tem coisas que só poderíamos ter vivido na Lavagem. Canaan foi nome dado pelo olhar do branco e não exatamente pelo Povo. O Povo de quem eu falo são as … Continuar lendo O antigamente das Cacimbas

Carta, ou peito que arde sob palha

Por Ítalo Não quero nunca mais sentir isso. Hoje me dispo. Digo adeus sem rodeio; porquê olha: não devo nada. Não tô devendo. Hoje não quero lamento. Não ouvi ontem o que não ouvirei amanhã. Quero diferente. Um negócio, não sei, que bate bem forte aqui no peito… um negócio que explode. Pra falar… eu não tô satisfeito, são horas até que eu diga alguma … Continuar lendo Carta, ou peito que arde sob palha

Editais de Submissões

Quer publicar seu conto, poesia, ficção relâmpago ou crônica conosco?! Envie um e-mail com seu arquivo ou acesse o formulário seguindo as seguintes recomendações: 1º Seu arquivo deve estar no formato doc/word; 2º Seu conto deve ter entre 1.000 (mil) e 3.000 (três mil) palavras; 3º Sua crônica deve ter no máximo 2 (duas) páginas; 4º Sua ficção relâmpago deve ter entre 300 (trezentas) e … Continuar lendo Editais de Submissões

Imobilizada

Por Jéssica Bezerra Corpo indolente.Padece inconcebível.Jaz distante do coro celestial da inocência.PeleMúsculoGorduraNão necessariamente nessa ordem que promovem a fissuraO olhar que enclausura.Enfeitiça. Espelho, espelho meuAmigo/inimigo.Dia sim. Dia não. Queimem a bruxa.Deixa queimar.O olhar não é o meu.Mas a culpa que também não é minha, será sempre o meu pesar. Avião.Sinal de trânsitoObjeto (des)animado Outro dia a moto quase bateu no carro mas eu, parada na … Continuar lendo Imobilizada

Prelúdio Feminino

Por Jéssica Bezerra Eu gosto de me esconder nos cantos. Me fazer pequena para que ninguém me veja.A carne flamejante, em tiras ensanguentadas de violência preambular. Introdutória. Foi exatamente o que aconteceu. Nós todas sabemos bem a história. Eu me lembroAnsiedadeViolênciaIlusão Tríplice da resistência. Eu nunca disse que era saudável.Você estava prestando atenção? ExpectanteMas não atenta Implorando pelo sono profundo, pacífico, ligeiro.No entanto, a célere … Continuar lendo Prelúdio Feminino

esses dias eu tava ouvindo DDGA e…

é engraçado, ainda que um pouco triste, mas teve um tempo que quase tudo que eu ouvia era sobre uma expectativa de amor e uma realidade de sofrimento de meninos gays brancos. de música, mas também de falas, que eu ouvia, internalizava, e me dizia ali também. nunca estive. digo engraçado porque, como que era isso né? se ver em umas parcelas tão reduzidas, tão … Continuar lendo esses dias eu tava ouvindo DDGA e…

Retomando o Corpo

Por Lidomar Nepomuceno. Mãos ao luar,Olhos no teto,Pensamentos no peito.Sentindo no corpo,Sentido do corpo,Meu corpo eu,Me pertenço. Sentidos,Tato do verbo que me movePretérito ser que se faz ameaça presente.Não renova o finado sujeito cativo de ontem,Nem de amanhã. Não mais que hoje,Se fez: fluido, volátil, veloz na lerdeza de ser e estar.Já é e ainda não.Na chegada do que nunca partiu, porque não fôra. Não … Continuar lendo Retomando o Corpo