Despedida: “- A gente precisa terminar.”

Leia o capítulo anterior “Despedida: “- Tudo bem.”

Meu Deus, nunca imaginei que isso fosse tão difícil, eu já refiz essa cena na minha cabeça tantas vezes, por que pareceu que ficou mais complicado? Se tu soubesse o quão covarde é tu me olhar desse jeito, esse olhar apaixonado, esse teu jeito bobo de me fazer rir quando eu não quero, de saber quando eu tô mal, sem que eu diga uma única palavra, mas eu preciso fazer.

– A gente precisa terminar.

Nunca imaginei que uma frase pudesse descer como uma faca, não foi nada fácil ter que dizer isso, e vai ser muito pior o que vai vir depois, mas tu sabes que eu tive que fazer isso, tu, praticamente, me forçaste isso, com teu desdém, a cada dia que passava, menos eu te via, a cada dia que passava tu estavas mais distante, a cada dia mais eu chorava e menos você estava lá comigo.

Mas, sabe, no fundo, eu não quero terminar, eu ainda quero continuar contigo, você é quem eu escolhi pra chamar de Meu, você é quem eu quero construir uma vida, mas eu não achei outro jeito de te mostrar como eu me sinto, se não esse. Você é esperto, logo eu, que nunca mandei sinais, tu entendias todos os meus, vai entender isso, né?

Eu ainda lembro das tuas promessas, que seríamos eternos, que eu não tinha formato de gente, mas de amor, pois tenho o formato exato do teu coração. Eu ainda tenho as cartas que tu me fazias, que eram várias, ainda tenho os presentes que tu me mandavas, tão simples, mas tão únicos, que era impossível não me apaixonar, eu já recebi tantos presentes, mas nada paga o amor que tu colocas nos teus, tampouco o teu cheiro, então, por favor, diga.

– Tudo bem.

Meu mundo caiu, senti as lágrimas subindo, com uma força que elas jamais vieram, por que tu desististe da gente? Eu conheço o teu olhar, eu sei que tu não queres isso, tu nem consegue me olhar nos olhos (se bem que nem eu consigo te olhar nos olhos, agora), então porque tu disseste isso? Eu não quero isso.

Aparentemente, eu estava imaginando uma vida com alguém diferente, alguém que, hoje, não é mais esse que está na minha frente, então o que houve? Eu havia sonhado tantas vezes com isso, tu havias me apoiado tantas outras vezes, que eu não conseguia imaginar um mundo em que não houvesse “nós”, eu aprendi a ser um, pra poder ser dois contigo, havia nossas diferenças, claro, mas ainda éramos dois. Você me completava e, juntos, éramos mais felizes.

Então por que isso? Por que tá virando as costas e indo embora? Poderia ao menos explicar… Eu queria tanto te falar o que tem no meu coração agora, queria dizer que eu te amo, eu te odeio, mas eu odeio mais ainda a ideia de não poder te amar. Eu sei que estamos tendo nossas dificuldades, mas vamos passar, precisamos passar, eu consigo viver sem você, mas o meu mundo só tem cor contigo, não é uma cor incrível, não é uma cor chamativa, muito menos uma cor vibrante, é simples, como um tom pastel (tu sabe como eu amo tons pastéis, haha), não parece ser muita coisa a curto prazo, mas, depois, tu percebe que o neon não tem o mesmo efeito no claro, a cor forte desbota, a cor escura é careta, mas o pastel sempre te lá, lindo, fofo, independente da situação, ele sempre continua sendo ele.

Por que a gente não pode mais ser a gente? Eu tenho que ver a cena daquele que eu chamava de amor ir embora e virar mais um contato bloqueado, virar passado, eu só queria dizer que eu te amo, e eu desejo que você seja feliz e consiga se abrir para a próxima pessoa que vier, só não a magoe, por favor.

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