O passado

Às vezes me procuro e já não me encontro mais.
Tento recorrer ao passado, mas sou bloqueado pelo agora.
Busco me reconectar ao que também foi belo.
Então, percebo que não existe mais.

Não guardei!
Não arquivei!
Não memorizei!
Não zelei!

Porém, sei que foi vivido.
Pois, ainda sinto o cheiro da nossa parede de barro.
O pote secava, mas logo era cheio de novo.
Nossa mesa era grande: chão da cozinha.

Aonde vim parar?
Quem sou eu?
Sou o mesmo de antes?
Posso parar?

O novo está ao meu aguardo.
Irei forjado pelo antigamente.
Continuarei na trilha do desconhecido.
Apenas irei, quem sabe me conectarei.

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