Eliseu, o menino que espalhava sonhos.

Homenagem ao Prof. Eliseu Eli Barbosa

Certa vez, numa manhã dessas em que nem tudo parece dar certo, uma chuva fininha, calma e doce chamada Maria, encontra-se inesperadamente com um raio de sol que fugiu entre as nuvens que o escondia. Ele era apressado, forte e aventureiro chamava-se Joaquim. Ao longe, algumas crianças brincavam e cantarolavam: “Sol e chuva, casamento de viúva… chuva e sol casamento de espanhol” corriam no sereno enquanto eram aquecidos e ao mesmo tempo molhados. Ao verem-se, um pára diante do outro. Se olharam ternamente por alguns segundos. Foi paixão á primeira vista.

Quando Joaquim viu Maria, de seus olhos de raio saiam estrelas e Maria ficou tão envergonhada que fez serenar. Naquela mesma tarde de outono, nasceu Eliseu. Eliseu era o menino mais diferente que havia nascido entre todos os seres: olhos de estrela, boca de céu, orelhas de trovão, nariz de vento e corpo de nuvem. Não parava quieto, talvez tivesse puxado isso de seu tio, o vento Norte, da parte da mãe, ou ainda do avô, o Trovão Tropical, da parte da mãe. Enfim, Eliseu era elétrico e com seu espírito aventureiro, sempre queria ajudar aqueles que necessitavam.

Sua mãe achava isso muito perigoso e tinha medo que Eliseu se machucasse. Mas ele era corajoso: se estava seco em Itapipoca, lá ia Eliseu trazer chuva pra matar a cede dos sertanejos, se estava calor em Limoeiro, lá estava Eliseu soprando uma brisa fria pra refrescar aqueles que precisavam… se, por ventura, o açude estava com pouca capacidade de água, lá estava Eliseu em Orós pra resolver o problema.

Porém, era da brisa da praia que ele gostava mais! As ondas correndo pra praia lhe enchiam os olhos! A sombra dos coqueirais lhe traziam paz e descanso! E a saudade de tomar banho no rio Trairi, comer siriguela e correr no campo! Podia andar o sertão todo, viajar pelas serras e caatingas. Mais seu coração estava em Trairi, a terra em que ele nasceu e viveu tão pouco. Então com saudades dessas lembranças todas, voltou para ficar. E assim, Eliseu seguiu espalhando sonhos e colhendo esperanças por onde passava.

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