O livro que tu toca

Quando toquei naquele livro senti uma grande conexão, senti uma energia forte, senti como se aquele livro fosse um pendrive e eu… um computador, toda informação estava sendo transferida pra mim. Meus pelos eriçaram, sentia como se estivesse recebendo sangue depois de uma grande sangria. Minhas conexões internas recebiam descargas, meu corpo imóvel respondia com espasmos constantes. Aquele momento era sagrado, não conseguia pensar em nada a não ser como meus canais abriam e fechavam e nas milhões de sinapses que aconteciam naquele instante.

WHAAAACK!!!

De repente senti um espasmo mais intenso e meu cérebro projetou em minha mente imagens coloridas e embaçadas. A conexão havia sido interrompida antes do momento ideal, abri meus olhos e olhei para trás, minha mãe estava na porta avisando que já estava na hora de me deixar na escola. Peguei o livro e coloquei na mochila, embora não tivesse absorvido todo o conhecimento, tinha pego o suficiente para tirar uma boa nota na prova. Sabia que fazendo aquilo acabaria fazendo com que se perdesse minhas memórias passadas e iria esquecer pouco a pouco de si próprio; mas era um risco a se tomar diante das inúmeras vantagens. Se acontecesse alguma coisa, eu teria o meu diário, deixava-o bem guardado no porão, ele funcionava como meu backup.

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