Eu comigo

Confesso não me arrepender de cada escolha feita até aqui. Gosto de pensar que estou no meu melhor momento, que estou conhecendo o melhor de mim. Tive fases ruins demais para lembrar, o alcoolismo, a depressão, a ansiedade… Por meses foram meus companheiros fiéis, teria eu tornado-me o próprio conflito?

Precisei descer a escada no escuro, sem saber onde exatamente eu deveria pisar. O ruído trazia aquele calafrio pesado, e fora somente assim, fora com a sensação de medo incontrolável que aprendi, que entendi.

Metade do meu peso evaporou-se, e a vontade de satisfazer um eu suficiente crescera. Encontrei dentro da parte mais escondida, o remédio capaz de controlar o que jamais fora diagnosticado.

Sem mãos estendidas

Sem palavras reconfortantes

Só aqui

Eu por mim

Eu comigo

Me reconciliei

Não busquei ajuda, nunca em sã consciência admitiria para alguém o que havia instalado-se em meu peito. Aos poucos, em curtos passos me tranquei. E definitivamente não poderia ter feito coisa melhor, porque só ali, desconstruindo-me com perguntas que sempre ignorei, fui capaz de realizar escolhas e recriar sonhos que enfim vão realizando-se.

Hoje, deixo a experiência de total relevância para mim. Eu precisei usufruir do silêncio que nunca fiz, para gritar e construir o meu castelo.

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