Carta, ou peito que arde sob palha

Por Ítalo

Não quero nunca mais sentir isso. Hoje me dispo. Digo adeus sem rodeio; porquê olha: não devo nada. Não tô devendo. Hoje não quero lamento. Não ouvi ontem o que não ouvirei amanhã. Quero diferente. Um negócio, não sei, que bate bem forte aqui no peito… um negócio que explode. Pra falar… eu não tô satisfeito, são horas até que eu diga alguma coisa. Se te contar tu não acredita. E sei que não acredita mesmo… por isso mesmo… azar. Vem, que eu sustento, sustento ontem, com respeito sustento. Penso em alguém, noutro segundo já não sei mais. Essa é uma carta ao meu mundo. Penso no fim de algo, nunca o de tudo.

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