Os tremores de Guevara

Acordo com os dentes trincados
No quarto trancado
Tento respirar

O amanhã se apresenta
Mesmo que nunca chegue
Mesmo que não exista
Tenta me matar

O mundo explode pra dentro
Implode minha mente
Comigo no centro
o concreto converge

Mesmo se não exista
O tempo e o espaço
Que calor desgraçado
Que ardor desgraçado

meu âmago
contrai com o mundo má
Falta bom karma e ar
Preciso caminhar

Mas o caminho não existe
No entanto a vida te força
Talvez não tenha mais força

Na cidade capital
Tudo é pecado ou capital
Ódio mortal parece autodefesa

Então os tremores: sei que vem
A morte: sei que vem
Embora muitos não sentem

À vertigem: “não sente!”
A virtude: não sente
Talvez seja fraqueza

Denota falta: franqueza
Pq só vive quem sente
E se sentir é a certeza

Enxergar com clareza
É aceitar viver

Enxergar com clareza
É aceitar morrer

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