Meu girassol

Não posso te ver.
Não posso ver o sol, que te lembro
Não posso
A luz dele me lembra teu brilho

Não posso te ver
Não posso ver um girassol, que lembro de ti
O amarelo dele me lembra teu cabelo, a parte de dentro me lembra teus olhos-sorrisos
Eu comprei várias camisas amarelas pra te manter comigo

Não posso te ver
Não posso sentir o cheiro de algo gostoso
O cheiro me lembra você
Me lembra tua pele macia de algodão, delicada, sensível…

Não posso te ver
Não posso ouvir um pagode, que lembro de tu
Os versos e as batidas me faz sentir as vibrações da tua voz
Me lembra a gaiata que tu é

Olhos-sorrisos-cheiro-gostoso-risada

Não posso te ver
Não posso te ver e mesmo assim te sinto tão perto
Os segundos se fazem incertos, brigando comigo pra te deixar ir apesar de não conseguir te soltar

Não
Não posso
Não posso comer açaí, eu lembro de ti…
O gosto dele me lembra teu beijo
Intenso, cremoso, pegajoso, satisfaz…

Não posso te ver
Não posso te ver pq não consigo sair de perto
Quando te beijo acesso um paraíso secreto

Saudade

Não esquece que foi (e é) de verdade.
Te queria comigo
Mas não sei te proporcionar o abrigo que você merece

Mas não esquece:

Um pedaço meu ficou contigo
Cuida dele
Nutre ele
Te dei meu melhor
Mesmo que agora pareça o pior

Foi verdade
Intensidade
Trocas-amizades
Sexo+carinho+selvagem
Intimidade
Conspiração

Te trago no coração
Igual aqueles beck que fumamos nas madrugadas
Mais uma vez: que gostosa a tua risada.

Amo tua encarada.
Abraço na rede, enroladas
Perdão

Eu sei que desliguei um pouco a emoção
Não me senti capaz de lidar
Recuei
Quis voltar
O medo de me apegar

Foi bom demais te namorar

Não posso voltar
Não posso
Mas fica bem
Meu girassol

3 comentários sobre “Meu girassol

  1. Que ama intensamente pode imaginar a felicidade e a angústia contidas nessas memórias, o afeto e a saudades, um turbilhão de pensamentos, mas se fosse de outra forma? Se tivéssemos feito de outro jeito? Nem tudo contido num “não posso te ver” é melancolia, mas também é o gosto fresco de cada memória afetuosa que nos faz pensar “não posso te ver”.

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